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22/03/2016

Os medicamentos biológicos

 

Poucos consumidores ou pacientes sabem mas existe mais de uma forma de produzir um medicamento. A mais comum é a formulação a partir de combinações químicas, mas a produção de biológicos está ganhando espaço de maneira crescente. O diretor de tecnologia da Biomm, biofarmacêutica brasileira, Luciano Vilela, explica que o principal diferencial é o processo de produção.

“Enquanto os remédios sintéticos são desenvolvidos pelo agrupamento de substâncias químicas, os biológicos são resultado da modificação de células vivas. Eles são usados principalmente para o tratamento de doenças crônicas”, afirma. O nome biológico vem justamente do processo de produção a partir de microrganismos vivos. Entre as moléculas desse grupo mais conhecidas pela população está a insulina, usada no tratamento do diabetes, mas também existem opções para pacientes com hepatite, artrite reumatoide, câncer, entre outras doenças.

“A maior parte dos fármacos biológicos é originada da cultura de células geneticamente modificadas”, diz Vilela. Isso faz com que esses biomedicamentos sejam facilmente destruídas pelo suco gástrico presente no estômago. Por isso, os medicamentos biológicos são, na maior parte das vezes, aplicados nos pacientes por injeção.

Devido ao grande número de variáveis envolvidas na fabricação de um medicamento biológico, como a fermentação e a alta pressão, a identidade e a qualidade do produto final só podem ser assegurados pela consistência do processo de produção. Por essa particularidade dos medicamentos biológicos não só o produto, mas, em especial, o processo de produção pode ser patenteado.

Fonte: Snif Brasil

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