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27/06/2016

Custos dos medicamentos

 

O aumento no preço dos medicamentos, de 12,5% em março desse ano, foi longe do suficiente para sanar as dificuldades das empresas farmacêuticas, afirma o presidente da Indústria Farmacêutica do Rio Grande do Sul, Thomaz Nunnenkamp. Argumenta que entre outubro de 2014 e outubro de 2015, houve um aumento de 100% na energia elétrica. Ao mesmo tempo, as empresas do ramo sofreram com uma queda de produtividade por conta da redução do volume produzido e da impossibilidade de demitir, já que é bastante difícil treinar gente nova num ramo que precisa de trabalhadores qualificados. "Há muitas empresas pequenas que se inviabilizariam por conta dos custos maiores e das exigências cada vez mais restritas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ao mesmo tempo, as grandes empresas sofreram o baque da alta do dólar", diz Nunnenkamp. Ele explica que o aumento nos remédios é dividido em três faixas. A mais alta, cuja participação dos genéricos é superior a 20% do mercado, segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O custo ao consumidor é regulado por conta da concorrência. Há uma faixa intermediária, com representação de genéricos de 15% a 20%. A terceira faixa, com participação de menos de 15% de genéricos, teve um aumento de 34% entre 2004 a 2014, sendo que o IPCA no período foi de 70%. Nessa faixa, estão 43% dos produtos vendidos.

Remédio para a indústria

Para Thomaz Nunnenkamp, a desoneração dos medicamentos não resolve o problema do custo. "Não adianta querer tirar imposto do medicamento sendo que os insumos são taxados. Assim, as empresas não conseguirão repassar a desoneração ao consumidor." Segundo ele, um caminho intermediário, com redução do ICMS, seria melhor. "O remédio é um bem essencial, como a cesta básica." Nunnenkamp acredita que o custo é a ponta de um problema muito maior: a pequena renda do brasileiro. E, para resolver esse problema, ganhos de produtividade são necessários. "Não significa ter que trabalhar mais, mas sim racionalizar a produção, adotar novas tecnologias, qualificar melhor. Desde a adoção da luz elétrica, ninguém tem saudade das acendedoras de lampião."

Fonte: Abradilan

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