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10/08/2016

A saúde dos ossos

A osteoporose, caracterizada pela fragilidade óssea, é o principal problema relacionado aos ossos. Pode causar fraturas espontâneas, sem traumas ou quedas. Também pode provocar dor, perda de movimentos e diminuição da qualidade de vida.

Em mulheres acima de 45 anos de idade, especialmente após a menopausa, a osteoporose representa mais dias de internação que muitas outras doenças, como diabetes, infarto e câncer de mama. Mas é possível antecipar-se a esse risco para prevenir e controlar a fragilidade dos ossos. Como qualquer outro órgão do corpo, os ossos precisam de proteção.

Com a expectativa de vida cada vez maior e o consequente envelhecimento da população, a incidência da osteoporose vem aumentando muito. Sem ações preventivas, gerações futuras que viverão mais anos possivelmente terão muito menos qualidade de vida.

Segundo o reumatologista Cristiano Zerbini, a perda óssea acelera durante a menopausa. Mulheres acima de 50 anos são especialmente suscetíveis aos efeitos da doença. Segundo ele, em qualquer idade as estratégias de prevenção devem incluir a combinação de exercícios físicos específicos, dieta para manter a saúde óssea e ações para evitar fatores negativos no estilo de vida, além da identificação dos fatores de risco individuais com antecedência. As mulheres devem agir hoje e sempre para manter seus ossos e músculos fortes a fim de garantir a saúde óssea para o resto das suas vidas — alerta o especialista.

A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) recomenda três estratégias essenciais para manter ossos e músculos fortes na vida adulta:

De 30 a 40 minutos de exercício três ou quatro vezes por semana, intercalando exercícios de resistência e peso.

Ao envelhecer, os exercícios de resistência são mais importantes. Uma dieta saudável para os ossos inclui a ingestão de uma quantidade suficiente de cálcio e proteínas, além de frutas e verduras, garantindo o aporte equilibrado de vitaminas, minerais e proteínas. É fundamental a manutenção de níveis adequados de vitamina D através de exposição solar, dieta e, se necessário, de suplementos.

Evitar hábitos negativos, como fumo e álcool. E manter o peso saudável.

Mulheres com peso baixo correm risco maior de osteoporose do que as mulheres com a massa corporal normal. Atenção! O peso corporal depende não só da gordura, mas também de uma musculatura forte e saudável.

Conheça os fatores de risco pessoais que podem aumentar a chance de osteoporose.

Os fatores de risco mais comuns incluem a menopausa antes dos 45 anos de idade, o uso de glicocorticoides, antecedentes de artrite reumatoide, distúrbios de má absorção (como a doença de Crohn, doença celíaca e outras), fraturas prévias por fragilidade e histórico familiar de osteoporose e fraturas.

Por que os ossos se deterioram com a idade, se nada for feito?

“O pico de massa óssea se dá na terceira década de vida, na maioria das pessoas”, explica a Dra. Marcelle Xavier, geriatra do Hospital Icaraí, em Niterói (RJ), e especialista em Geriatria e Gerontologia pela Universidade Federal Fluminense. “A partir de então, a densidade mineral óssea começa a diminuir progressivamente. Mulheres na pós-menopausa perdem entre 0,5% e 1,5% da massa óssea ao ano e precisam de atenção e cuidados mais intensivos.”

As mulheres são mais precocemente afetadas pela osteoporose do que os homens, mas os homens também precisam se preocupar com seus ossos. A razão para a saúde dos ossos preocupar mais as mulheres é simples: os hormônios femininos são importantes para fixar o cálcio, e a falta desse mineral acaba enfraquecendo os ossos. Doenças metabólicas também podem gerar distúrbios ósseos. Os sintomas mais comuns dessas doenças são cansaço crônico e excesso de sono.

Os efeitos mais graves relacionados à osteoporose são fraturas ocasionadas por pequenos traumas ou mesmo espontâneas, que geram graves consequências à saúde, inclusive morte.

Em todas as fases da vida, hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, exposição moderada ao sol, evitar álcool, não fumar, dormir bem e controlar doenças crônicas são fundamentais para garantir uma boa saúde óssea.

Para boa saúde óssea, os médicos recomendam:

• Exposição moderada ao sol. Para estimular a produção de vitamina D, é fundamental tomar sol regularmente em horários adequados– ou pela manhã ou ao final da tarde.

• Atenção à qualidade do sono: é durante os períodos de repouso que o organismo libera hormônios importantes para a regulação do metabolismo orgânico.

• Atividade física regular e preferencialmente orientada por profissionais da área.

• Cuidar da saúde como um todo. A prevenção e tratamento das doenças crônicas são fundamentais para garantir a saúde óssea.

• Alimentação equilibrada com variedade de frutas, verduras, leite e derivados, proteínas, etc. Quando a alimentação não é suficiente para suprir as necessidades diárias dos principais nutrientes da saúde óssea como cálcio, vitamina D, vitamina K e magnésio, a suplementação é recomendada.

Fonte: ABC Farma

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