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28/03/2014

Após descumprir regra, BR Pharma cai 11,39% na bolsa

Valor Econômico

A Brasil Pharma, rede de farmácias do BTG Pactual, não conseguiu cumprir cláusula de compromisso assumido com investidores de debêntures no fim do ano passado, confirmou a companhia ontem. A empresa não gera caixa suficiente com a operação e antecipou desconto de recebíveis no terceiro e quarto trimestres, mas teve dificuldades de respeitar regras de endividamento. O Valor Pro, serviço de informações em tempo real do Valor, antecipou na terça-feira o risco de não atender o compromisso.

Ontem, quando a empresa divulgou resultados do quarto trimestre, o pior da sua história, segundo o Goldman Sachs, as ONs da empresa fecharam com queda histórica de 11,39%.

Cláusulas de contrato com debenturistas (a empresa fez duas emissões) fixa a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 3 vezes ou menos. Esse índice ficou em 3,3 vezes no quarto trimestre, ou seja, a empresa bateu "covenants", compromissos assumidos com investidores. Equipe de análise da Bradesco Corretora calcula que para reduzir para uma vez a relação dívida/Ebitda, seriam necessários R$ 360 milhões. Se a empresa não segue os "covenants" por dois trimestres seguidos ou três trimestres intercalados, o investidor pode resgatar os papéis antecipadamente.

O caminho para evitar novo descumprimento é equacionar a estrutura de capital da companhia e isso pode ser feito por meio de um aporte do BTG, antecipou o Valor, que poderá ser acompanhado pelos acionistas que não quiserem ser diluídos. A cotação do papel caiu 41% em 2014, até ontem.

A empresa foi questionada ontem pelos analistas, em teleconferência, sobre essa hipótese, e seu presidente, José Ricardo Mendes da Silva, disse que o mercado será comunicado sobre a decisão nos próximos dias. A companhia informou que atrasou pagamentos de fornecedores por causa de mudanças no sistema de tecnologia da área administrativa.

A empresa enfrenta um processo de integração de negócios comprados - ela tem cinco redes de farmácias - e nessa união das estruturas, erros foram cometidos afetando resultados, admite a direção. "É bom ficar claro que nós não temos problemas financeiros, temos problemas operacionais. Não houve atraso de pagamento por questões financeiras, mas relativas ao sistema", disse Silva. O prazo de fornecedores apresentou um aumento de 19 dias no fim de 2013 em relação a um ano antes.

O balanço do quarto trimestre de 2013 mostrou números fracos como efeito, em parte, do processo de integração de negócios. A receita líquida cresceu 13,7%, em linha ou acima de projeções de analistas, mas os custos subiram, com forte alta nos estoques. Medidas como descontos para desovar mercadorias afetaram a margem bruta, que caiu de 31,5% no quarto trimestre de 2012 para 26,3% em 2013.

Fonte: Notícias Abradilan

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