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30/07/2015

Licitação de três patentes para fabricação de medicamentos de combate ao câncer está aberta para a indústria farmacêutica

 

Pesquisas realizadas pelo Programa de Mestrado Profissional em Farmácia da Universidade Anhanguera de São Paulo (UNIAN), financiadas pela FAPESP e coordenadas pelo Prof. Dr. José Agustín Quincoces Suárez juntamente com outros pesquisadores, permitiram a obtenção por via sintética de novos curcuminóides e seus derivados, com alto rendimento e pureza, que se mostraram potentes agentes anticancerígenos seletivos. 

Testados tanto em métodos in vitro como in vivo, os fármacos também se mostraram bastante seguros, desenvolvendo poucos efeitos tóxicos, o que é muito relevante no tratamento de pacientes com câncer. Nos estudos com animais foi possível reduzir de forma significativa os tumores em comparação com os quimioterápicos comerciais usados como referência nestes experimentos, não exibindo nenhum efeito tóxico colateral até o presente.

Os resultados permitiram o pedido de patente no Brasil e no exterior, condição fundamental para que se possa realizar a transferência dessa tecnologia a empresas privadas do setor farmacêutico. A primeira patente foi desenvolvida conjuntamente com a UNICAMP sendo aprovada nos EUA em 2008 e na Europa em 2013. Nesta patente se protege um novo procedimento de obtenção e as propriedades antitumorais seletivas de vários curcuminóides. 

Já a segunda patente protege os correspondentes fenolatos sódicos inéditos, bem como seu procedimento de obtenção e suas propriedades antitumorais, também seletivas. A terceira patente refere-se à fenolatos metálicos e suas aplicações biológicas como citoprotetores, adjuvantes potencializadores de antitumorais comerciais. Também estes compostos apresentam propriedades antimetastáticas e antimutagênicas quando associados a quimioterápicos comerciais.

O edital de licitação dos direitos dessas patentes foi aberto neste mês às indústrias farmacêuticas. A empresa ganhadora do edital terá acesso à tecnologia, deverá completar os estudos particularmente na área clínica e poderá produzir e comercializar medicamentos para alguns tipos de câncer de modo exclusivo pelo tempo de vigência das patentes.

Em todo o mundo, mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano. Cerca de oito milhões morrem. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê 580 mil casos novos da doença para 2015. Estima-se que, se medidas efetivas não forem tomadas, haverá 26 milhões de casos novos e 17 milhões de mortes por ano no mundo em 2030, sendo que 2/3 das vítimas vivem nos países em desenvolvimento.

Fonte: SnifBrasil

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