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13/11/2015

Envelhecimento populacional deixa Brasil mais vulnerável à pneumonia

 

Em meio ao acelerado envelhecimento populacional verificado no Brasil nas últimas décadas, as estratégias de prevenção para a população madura terão, cada vez mais, um papel fundamental para o País. O enfraquecimento do sistema imunológico, característico das últimas décadas de vida, bem como a maior incidência de quadros crônicos nessa faixa etária, como diabete e hipertensão, tornam essa população especialmente vulnerável a doenças potencialmente graves e de grande impacto para o sistema de saúde, como é o caso da pneumonia, a segunda infecção respiratória mais frequente entre os brasileiros.

Apenas nos primeiros oito meses de 2015 foram registrados mais 190 mil casos de internação por pneumonia em pessoas com 50 anos ou mais nas unidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados do Ministério da Saúde. Em adultos, essa parcela mais velha, que vem ganhando mais espaço no perfil populacional brasileiro, é justamente a mais suscetível à doença. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que existam pelo menos 44 milhões de pessoas com 50 anos ou mais no País, o que representa 21% da população, com uma forte tendência de aumento nos próximos anos. Vale lembrar que, nas últimas sete décadas, a expectativa de vida média da população quase dobrou: saltou de 41,5 anos para 74,9 anos, também segundo o IBGE.

Nesse contexto, o Dia Mundial de Combate à Pneumonia, celebrado em 12 de novembro, representa uma ocasião propícia para o compartilhamento de informações que contribuam para a conscientização da população madura, na qual a necessidade de manutenção do calendário vacinal está menos consolidada do que entre o público infantil. Isso porque as doenças crônicas típicas do envelhecimento podem multiplicar os riscos de pneumonia. Em diabéticos, por exemplo, o risco de desenvolver pneumonia pneumocócica é três vezes maior1 em relação a indivíduos sem essa comorbidade. Esse grupo apresenta um sistema imunológico mais vulnerável e, além disso, a pneumonia pode desestabilizar os níveis de glicose no sangue. Já nos pacientes cardíacos, o risco da pneumonia é cinco vezes maior na comparação com pacientes que não apresentam essa condição2.

“É importante proteger essa faixa etária porque o envelhecimento é um fator de risco primário, por causa da debilidade do sistema imunológico em reagir contra as infecções. Além do envelhecimento, temos ainda o desafio de enfrentar a maior resistência aos antibióticos. Por isso, é preciso prevenir as doenças pneumocócicas, que representam um grande risco à saúde”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia. 

Outro importante fator de risco associado à pneumonia é o tabagismo. Neste caso, os riscos de desenvolver a forma pneumocócica da doença quadruplicam em relação aos não fumantes3. Embora bactérias, vírus e fungos possam provocar quadros de pneumonia, três em cada 10 casos da doença são provocados por um tipo específico de bactéria, o pneumococo4. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os 15 países do mundo com maior incidência de quadros de pneumonia causados por esse agente54.

Os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) também compõem a população mais vulnerável à doença, uma vez que apresentam uma probabilidade até 11 vezes maior de contrair pneumonia. Asmáticos representam outro grupo muito suscetível, nos quais os riscos de desenvolver a pneumonia são seis vezes superiores na comparação com adultos saudáveis3.

Prevenção

O tratamento da pneumonia pode ser longo e, em alguns casos,  os sintomas podem levar semanas ou até mesmo meses para desaparecer6. Muito frequentemente, a pneumonia pode levar à internação do paciente, que dura em média 10 dias7. Por isso, a doença traz um forte componente financeiro para a sociedade, seja em dias de trabalho perdidos pelos pacientes ou em custos com medicamentos e cuidados médicos.  Prevenir, portanto, é a melhor opção.

Alimentação balanceada, consultas médicas regulares, prática de exercícios e a vacinação são algumas das medidas que auxiliam na prevenção da pneumonia. No caso da imunização, uma das vacinas disponíveis para a proteção contra a pneumonia e outras doenças pneumocócicas é a Prevenar 13, da Pfizer, indicada para pessoas a partir dos 50 anos e também para crianças e adolescentes de dois meses a 17 anos de idade.  O imunizante é o único que oferece proteção contra a pneumonia causada pelos 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo e no Brasil: 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F.  

Fonte:Snif Brasil

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