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07/01/2016

Zika vírus: medo e dúvidas

Comprovadamente causada pela transmissão do Zika vírus pelo mosquito Aedes aegypte, o mesmo que provoca a dengue, está exigindo uma reação em várias frentes. A mais importante deles é a prevenção – para se evitar o contágio. Aqui, o Dr. Javier Miguelez, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, responde aqui às cinco dúvidas mais comuns das gestantes sobre como se proteger do Zika vírus

A relação do Zika vírus com o recente aumento de casos de microcefalia congênita é uma preocupação comum entre as mulheres, em especial as gestantes. O Ministério da Saúde lançou em dezembro um protocolo de atendimento para mulheres em idade fértil e bebês com suspeita de microcefalia. Essas medidas visam antecipar o pré-natal das futuras grávidas para, assim, identificar eventuais suspeitas de má formação cerebral no primeiro trimestre gestacional, além disso o órgão irá prestar todos os cuidados às mães e bebês com este diagnóstico antes e depois do nascimento.

1. Qual período da gestação é mais suscetível ao vírus?

Ainda não existem estudos científicos que comprovem o período gestacional de maior incidência do Zika vírus. Por analogia a outros vírus e casos de infecções congênitas em geral, acredita-se que o primeiro trimestre é o que apresenta mais riscos ao bebê. É neste período que o bebê está se formando e mais propenso aos agentes que causam má formação fetal, como radiação e alguns medicamentos.

2. Como a gestante pode se proteger do Zika Vírus?

O primeiro passo é eliminar os possíveis focos do mosquito e evitar viajar para as áreas endêmicas neste momento. Recomenda-se o uso de repelentes (permitidos para grávidas) e priorizar o uso de calças e blusas de manga comprida para diminuir as áreas expostas do corpo. Instalação de telas protetoras em janelas e portas e mosquiteiros sobre a cama também são alternativas para se proteger do mosquito.

3. Qual é o repelente mais indicado para a gestante?

Atualmente o repelente mais utilizado é a base de “icaridina” (Exposis) devido ao maior intervalo de aplicação, que é de 10 horas. Os demais repelentes apresentam um intervalo de aplicação menor. Dependendo do produto escolhido é importante repassá-lo a cada seis ou a cada duas horas.

4. É necessário tomar algum cuidado na aplicação do repelente?

O repelente deve ser usado somente nas áreas expostas e sobre as roupas. Importante aplicá-lo sempre por último, ou seja, por cima do hidratante, filtro solar ou maquiagem.

5. O medo da microcefalia levou muitas gestantes a repetir ultrassons de rotina. Refazer o exame é necessário?

A microcefalia pode ser diagnosticada durante a gestação pelo ultrassom de rotina. No entanto, gestantes que não moram nas regiões endêmicas, como, por exemplo, no Nordeste, não precisam repetir o exame sem necessidade. Recomenda-se sempre consultar o ginecologista e obstetra e avaliar em conjunto o melhor procedimento.

Anvisa não vê restrições no uso de repelentes por gestantes

A Anvisa esclarece: não há, dentro das normas da Agência, qualquer impedimento para a utilização desses produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na Anvisa e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo. No entanto, tais produtos não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia.Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Além do DEET, no Brasil são utilizadas em cosméticos as substâncias repelentes: Hydroxyethylisobutylpiperidinecarboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethylbutylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como Citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, esses ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos conforme compêndios de ingredientes cosméticos internacionais.

Atenção:

*Os repelentes utilizados em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias. Podem ser utilizados em qualquer ambiente da casa desde que estejam, no mínimo, a dois metros de distância das pessoas.

*Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento. Os produtos que se encontram atualmente regularizados na Anvisa com tais componentes possuem sempre outra substância como princípio ativo. Portanto, todos os produtos apregoados como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Agência e estão irregulares.

Fonte: ABC Farma

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